Bicho Caçador
Manifestação do Quilombo Urbano Porto de Trás. O Rancho do Bicho Caçador sai às ruas de Itacaré no dia 6 de janeiro. Esteve na primeira edição, em 2014, e nas edições de 2022, 2023 e 2024.
19 a 22 de novembro de 2026
Itacaré, cidade quilombola: direito à cidade, ao presente e ao futuro.
VII edição
O tema de 2026 coloca no centro o direito das comunidades quilombolas à cidade, ao presente e ao futuro. Quatro dias de debates, cultura, saberes e economia solidária em Itacaré.
para a abertura do festival
A programação completa será publicada no Instagram @festivalquilombola2026 e aqui no site.
Os mais velhos abrem o caminho. O festival homenageia matriarcas e patriarcas dos quilombos e aprende com eles.
A programação vai aos quilombos: Porto de Trás, Santo Amaro, João Rodrigues e Fôjo, pelas margens do Rio de Contas.
Itacaré tem raiz quilombola registrada desde 1806, quando pessoas escravizadas se aquilombaram no Oitizeiro.
Bicho Caçador, Volta da Jiboia, Samba Duro, capoeira e samba de roda ocupam a rua e a praça.
Crianças no desfile da beleza quilombola e estudantes no replantio do manguezal. O festival também é escola.
Em 1806, na antiga vila de Barra do Rio de Contas, hoje Itacaré, dezenas de pessoas escravizadas se aquilombaram no Oitizeiro. Segundo os mais velhos, a cidade surgiu desse quilombo.
O Rio de Contas liga essa história ao presente. Muitos contam que por ele chegavam os africanos escravizados. Hoje é dele que vivem pescadores e marisqueiras, e dele saíram atletas quilombolas da canoagem. O nome do Porto de Trás lembra um porto às margens desse rio.
O Conselho Quilombola de Itacaré nasceu em 2008 para unir as comunidades do município. Em 2014, realizou o primeiro Festival da Cultura Quilombola. Em 2026, o festival chega à sétima edição.
Manifestação do Quilombo Urbano Porto de Trás. O Rancho do Bicho Caçador sai às ruas de Itacaré no dia 6 de janeiro. Esteve na primeira edição, em 2014, e nas edições de 2022, 2023 e 2024.
Dança popular liderada por Dona Mãezinha, com primeiras expressões em meados dos anos 1950. Abriu a IV edição, em 2023, e voltou à praça lotada na noite seguinte.
O samba de Itacaré, mantido pelo grupo Samba Duro do Porto de Trás e por Mestre Tião. Esteve em todas as edições desde 2022, com roda na praça e, em 2024, oficina aberta ao público.
Capoeira da Tribo do Porto, samba de roda, dança afro, o Terreiro de Nanã, o desfile da beleza quilombola e a cozinha ancestral.
I edição
4 e 5 de abril · Centro Cultural do Porto de Trás e Praça São Miguel
Festival e Encontro das Lideranças Quilombolas da Bahia, com assembleia, cortejo e a Carta ao Poder Público.
II edição
16 a 19 de julho · Porto de Trás, Praça São Miguel e Clube Pirajá
Quatro dias de festival, com cortejo pelas ruas e apoio das secretarias estaduais de Cultura, Turismo e Igualdade Racial.
2016 a 2021
O festival ficou sem edições nesse período e voltou em 2022, com o Conselho à frente e apoio da Prefeitura.
III edição
17 a 20 de novembro · Praça São Miguel e Porto de Trás
Samba Duro, Bicho Caçador, rodas de conversa, cozinha show, caruru e o desfile da beleza quilombola no 20 de novembro.
IV edição
17 a 20 de novembro · Praça São Miguel, Porto de Trás e Santo Amaro
Homenagem aos mais velhos, Volta da Jiboia, ações de saúde e passeio de turismo étnico pelo Rio de Contas.
V edição
15 a 20 de novembro · Porto de Trás, João Rodrigues e Santo Amaro
Raízes que fortalecem. Turismo de base comunitária, cortejo cultural, replantio do manguezal e seis dias de festa.
VI edição
19 a 22 de novembro · Praça São Miguel, Porto de Trás e Fôjo
Caruru na abertura, falas de mestres e mestras, desfile no 20 de novembro e vivência no Quilombo do Fôjo.
VII edição
19 a 22 de novembro · Itacaré, Bahia
Itacaré, cidade quilombola: direito à cidade, ao presente e ao futuro.
Ver a edição 2026Quilombo urbano. Casa do Centro Cultural do Porto de Trás, fundado em 2006, do Bicho Caçador e do Samba Duro.
Onde fica o Terreiro de Nanã, liderado por Mãe Júlia até 2025. Recebeu o turismo étnico em 2023 e o replantio do manguezal em 2024.
Às margens do Rio de Contas, com cacau e pesca do camarão. Abriu a V edição com turismo de base comunitária.
Casa de farinha, manejo do cacau e travessia de canoa. Recebeu a vivência de turismo étnico da VI edição.
Uma das comunidades certificadas pela Fundação Cultural Palmares que organizam o festival desde 2014.
Guarda o nome do quilombo de 1806, apontado pelos mais velhos como origem de Itacaré.
Certificado como comunidade quilombola em 2024. Comemora aniversário em 26 de janeiro.
Quem faz
Criado em 2008, o Conselho reúne as comunidades quilombolas do município para defender direitos e construir políticas públicas. O festival é a sua maior celebração, mas não a única ação.
Este projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura, via Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal.
Ao longo das edições, o festival contou com a Prefeitura Municipal de Itacaré, o Cesol Litoral Sul, o Sebrae, a UFSB, a UESC, o IF Baiano, a CAR, a Fundação Cultural Palmares, as secretarias estaduais de Cultura, Turismo, Trabalho e Promoção da Igualdade Racial, o Ministério da Saúde, a Asperi, o Instituto Yandê, a Associação Tribo do Porto e empreendedores de Itacaré.
Tem fotos ou vídeos das edições passadas? Mande pra gente.
Estamos reunindo a memória do festival desde 2014. Registros da II edição (2015) são raros.